terça-feira, 19 de julho de 2011

Joan.

Carta ao Joan.

 Bom dia, querido Joan.
Quero dizer-lhe que as manhãs neste lado do globo não são tão agradáveis quanto no nosso lar.  As árvores aqui são tão distorcidas, não consigo mais imaginar aquelas belas e robustas árvores de nossos longos passeios ao entardecer, meus pés andam tão cansados, será que nos veremos outra vez? Sinto em dizer que não. Sinto em dizer que desde que nasci não cumpri a missão de mudar este mundo, ouvi falar em  um Novo Mundo, lembras? Acho que por isso empolguei-me..., eu não devia ter pedido ao Senhor para sair em uma missão tão cedo, sem ter preparado uma pesada artilharia, estou cansando, querido Joan, estou precisando de férias, só não sei o que de fato me cansa, se sou eu, quanto ser humano, ou as pessoas como meros mortais, peço-lhe que clareie minha mente e aqueça meu coração diante deste impasse, pois recordo das palavras de nosso Senhor quando falara sobre o princípio, não temo o fim, mas, tenho tanto temor de não realizar o que  me fora imposto, quero ter um busto meu antes das portas de entrada, quero ter o meu mérito reconhecido,
será que depois de anos no convívio humano eu estou contaminada com o vírus da ambição?
Oh, Querido Joan, fale com ele, peça por sua amiga, quero voltar para casa de mãos dadas com o Senhor.

De sua amiga querida, Filha de Deus.


Nenhum comentário:

Postar um comentário